O que é melhor: Estar com o outro e se perder um pouco ou nem estar com o outro?
Segredos só se contam quando se contam?Ou só um conta?
No assalto da bolsa, quem foi mais esperto, o que aceitou ficar com a vida ou o que lutou pra ter as duas?
Tem prazer em sofrimento, ou tem sofrimento no prazer?
A criança reparte o lego e perde o navio ou carrega o lego e ganha a solidão?
Quem tem liberdade, o que pediu limites ou que pediu alienação?
Mata-se o enlutado ou morre de luto?
...
Bárbara Cristina
sábado, 13 de abril de 2013
Linguagem asfixiante.
Linguagem asfixiante.
Buscou nas palavras
Começou pelas letras rústicas
Voltou no abecedário
Tentou com as vogais
Fez alguns sons
Procurou nos desenhos
Desenhou 7 vezes
Rabiscou logo em seguida
Pegou tintas de todas as cores
Combinou todas as cores possíveis
Procurou nos outros idiomas
E depois de todas essas tentativas
descobriu que o que sentia não podia ser linguajado.
E mesmo no não dito, no incontemplável
Conseguiu parar de se angustiar com a linguagem.
Se entrelaçou nos movimentos do corpo
dos orgãos, da respiração, das bolhas marcadas
E começou a ter vários momentos de paz.
Bárbara Cristina
Buscou nas palavras
Começou pelas letras rústicas
Voltou no abecedário
Tentou com as vogais
Fez alguns sons
Procurou nos desenhos
Desenhou 7 vezes
Rabiscou logo em seguida
Pegou tintas de todas as cores
Combinou todas as cores possíveis
Procurou nos outros idiomas
E depois de todas essas tentativas
descobriu que o que sentia não podia ser linguajado.
E mesmo no não dito, no incontemplável
Conseguiu parar de se angustiar com a linguagem.
Se entrelaçou nos movimentos do corpo
dos orgãos, da respiração, das bolhas marcadas
E começou a ter vários momentos de paz.
Bárbara Cristina
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Platão.
Platão pediu para que João vivesse dos futuros.
Mas futuros tava longe e João era impaciente.
Platão prometeu terras prometidas.
Mas desejos não esperam terras prometidas.
Platão contou de um lugar ideal.
Mas o idealismo de João tinha pressa.
Platão continuou falando.
E João permaneceu vivendo.
Bárbara Cristina
Platão pediu para que João vivesse dos futuros.
Mas futuros tava longe e João era impaciente.
Platão prometeu terras prometidas.
Mas desejos não esperam terras prometidas.
Platão contou de um lugar ideal.
Mas o idealismo de João tinha pressa.
Platão continuou falando.
E João permaneceu vivendo.
Bárbara Cristina
Repetição des(amorosa).
Somos tão repetitivos. Chatos repetitivos. Insistentes repetitivos.Repetimos e ás vezes não sabemos.Repetimos e ás vezes sabemos. Sabemos e continuamos repetindo, mesmo achando, com toda a certeza que dessa vez não, inocências repetitivas. Tem gente que repete para ser desamado. Desamor é a repetição mais cruel dessa singularidade. Sim, conseguir a qualquer preço uma prova de desamor. De desapaixonamento.E aí quando repetido, um alívio, afinal, essa história dolorosa já é de capítulos anteriores, mesmo numa roupagem nova. Insistir para o outro que esse outro não te ama. Insistencia covarde. Uma tentativa, duas tentativas, (n) tentativas.Enquanto há tentativa há porque permanecer.Enquanto não se tira do outro as palavras de não apaixonamento, não há paz. Autosabotagens, boicote. Verbo confessar. Sem confessionário. Há porque se partir. Afinal, o fracasso era o amor.E o desamor, já é bem conhecido. E agora, explicitado.Confessado. Há porque se partir com o desamor confessado.
Bárbara Cristina
Somos tão repetitivos. Chatos repetitivos. Insistentes repetitivos.Repetimos e ás vezes não sabemos.Repetimos e ás vezes sabemos. Sabemos e continuamos repetindo, mesmo achando, com toda a certeza que dessa vez não, inocências repetitivas. Tem gente que repete para ser desamado. Desamor é a repetição mais cruel dessa singularidade. Sim, conseguir a qualquer preço uma prova de desamor. De desapaixonamento.E aí quando repetido, um alívio, afinal, essa história dolorosa já é de capítulos anteriores, mesmo numa roupagem nova. Insistir para o outro que esse outro não te ama. Insistencia covarde. Uma tentativa, duas tentativas, (n) tentativas.Enquanto há tentativa há porque permanecer.Enquanto não se tira do outro as palavras de não apaixonamento, não há paz. Autosabotagens, boicote. Verbo confessar. Sem confessionário. Há porque se partir. Afinal, o fracasso era o amor.E o desamor, já é bem conhecido. E agora, explicitado.Confessado. Há porque se partir com o desamor confessado.
Bárbara Cristina
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
No fundo, é tudo amor próprio
No fundo é tudo amor próprio. Desde o cara que termina o relacionamento com muito amor interrompido por ter visto seu amado/a aos beijos com outra pessoa sem seu consentimento, até a mulher que aceita todas aquelas traições muito mal explicadas, por todo aquele amor acumulado. Relacionamentos monogâmicos, promessas de até que a morte nos separe e possessividade comandando. Relacionamentos poligâmicos, promessas de que seja eterno enquanto dure e liberdade amorosa. Relacionamentos amorosos entre homens, entre mulher e homem, entre mulheres, entre mulheres e homem, entre homens e mulher, entre, entre.É tudo amor próprio.O outro é um mero coadjuvante na história. Sofrer pela ausência do outro não tem nada a ver com o outro, ou quase nada. Tem a ver com o descompasso que essa ausência causa psiquicamente, num se sabe nem bem por quem se sofre, por que no fundo, a gente sofre é por a gente mesma. O outro só tá ali, pra relação comigo e comigo mesma ser um pouco mais divertida, criativa e eu não to falando de hedonismo, relações instantâneas e passatempos emocionais. Eu tô falando do Sim que se dá no Altar ou na praça, ou no clube, ou na balada ou em qualquer lugar que a gente fala para a solidão ser menos escancarada, e a completude pseudo-encontrada.
Bárbara Cristina
domingo, 8 de janeiro de 2012
Idolatrando a duvida

Tenho idolatrado a dúvida. E como, o que me inspira é a certeza do amor, tenho me questionado.
As pesquisas científicas tem mostrado que 90% do casais ja trairam, então por que insistir na monogamia?
O que é traição? Trair o outro, ou trair o seu próprio desejo?
Se a solidão é tão criticada, repugnada, por que a maioria das pessoas tão solteiras ou se separando?
Porque a fantasia de estar com alguem ainda tem sido tão mais gostosa do que a realidade de estar com o mesmo alguém?
Por que obedecer ao desejo tem sido confundido com rotatividade e competitividade sexual?
Por que os filmes hollywoodianos insistem em convencer que amor verdadeiro é so aquele eterno?
Por que a Igreja insiste naquele papo de Uma só carne, se quando se termina ninguem precisa morrer?
Não sei se quero respostas.
Bárbara Cristina
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