terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Me perco


Me perco em questões que já foram respondidas.Duvido de certezas e odeio tudo que eu mais amo.Vivo num paradoxo constante entre o que eu quero e o que me faz bem.Seria interessante se sempre o que eu quisesse teria que necessariamente me fazer bem, sim, uma relação causal.Mas não.E ultimamente tá sendo adversativo.Tipo :Eu quero isso, mas....Não me contento com coisas poucas, nem com poucas coisas.Não vivo num mundo real e me perco numa fantasia da qual eu não eu não quero sair.A fantasia me acalenta, a realidade me atormenta.Não vejo sentido em pessoas sem conteúdo, e procuro algo nelas que eu não consigo encontrar em mim mesma.Fico derrotada quando não consigo me encantar e conformada quando não sei mais me apaixonar....Vivo na defesa, na retaguarda, num apoio, e numa base que está toda desestruturada.Me movimento num lugar ao qual me falta espaço...Substituo pessoas ao qual são insubstituíveis.Busco respostas sem haver perguntas.Vivo numa linha desordenada ao qual procuro a ordem.Vivo numa incoerência de sentimentos ao qual me faz gritar, sofrer e ser feliz.Tenho segredos que não conto nem sob tortura, até porque são secretos pra mim também.Me perco...

Bárbara Cristina

"Perder-se também é caminho..."

domingo, 26 de dezembro de 2010

O inferno do não entendimento


Pra mim é infernal não entender o porque das coisas, é angustiante não poder falar com as pessoas que eu quero, no momento que eu é quero.Me incomoda não ter pistas, não ter controle, não ter idéia de como as coisas andam ..Não me dói mais você morrer pra mim, dói mesmo é o fato de eu ter morrido dentro de você...Puro narcisismo.Conformismo nunca me coube mto bem.Conformar com ausência então,sem chances.Alguns mal entendimentos me deixa entre a linha tênue da sanidade e da loucura, sim, piro quando penso que o nunca mais é provável em alguns casos.Piro, quando percebo que o fim talvez seja o que tenha acontecido.Fico nervosa por ainda permitir um mal-estar em relação ao passado.Um mal-estar emocional e ás vezes até físico.Pergunto pra alguém lá de cima e peço sinais pra que ele me mostre que as coisas são como deveriam ser...E ele bem que tenta fazer isso,mas as minhas interpretações são teimosas e prepotentes...É uma mistura de sentimentos.De ressentimentos.De mágoas e lembranças.De saudades e de afastamento.De incompreensão.De revolta e não aceitação.Poxa.Não tem porquê....

Bárbara Cristina

"A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?" Tati Bernardi

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Placas de aviso


Vasculhando nas memórias algum assunto, encontrei a carta que eu rabisquei na capa de um livro: “pra você”, era o destinatário. Não sei por que não mandei, talvez não quisesse passar a limpo o passado. Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto. E depois de repousadas aquelas palavras eu percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro.Você tão ocupado com seus mapas, tão equipado com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só. Sem amparo. Mas caminhava. E você estava absolutamente equipado com seu peso. E impedido de andar por seus medos.

Marla de Queiroz

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pessoas Estoque


“Não morro de amores por pessoas sem mistério, quando se é muito transparente, muito risonho e educado é raro ser levado a sério. Prefiro os mais silenciosos, os que abrem a boca de menos, os mais serenos e mais perigosos. Aqueles que ninguém define e que sempre analisam os fatos por um novo enfoque. Prefiro os que têm estoque aos que deixam tudo à mostra na vitrine.”

Martha Medeiros

domingo, 21 de novembro de 2010

Auto suficiência


Sim.Deve ser loucura do meu coração.Se você tivesse me procurado há uns 8 meses atrás, hoje as coisas seriam muito diferentes.Se você tivesse mostrado que sente minha falta e que me ama o quanto eu sei que você me ama, seria bem diferente.Foi estranho olhar aquele e-mail e não sentir tudo que eu imaginei que eu ia sentir,não porque eu deixei de te amar, ou porque alguém ocupou o seu lugar, até porque isso tá longe de acontecer...Mas o que acontece é que no mesmo momento em que vi as suas palavras me veio lembranças de todo o meu sofrimento por você.Lembrei de cada palavra, de cada perdão, de cada lágrima que eu derramei por você.Lembrei também das vezes que você me pediu pra mim ficar longe, lembrei de você fugindo, lembrei do abraço que eu pedi e que você não quis dar.Lembrei das mensagens sem respostas, da indiferença e principalmente do meu amor próprio.É , eu acho que é isso, amor próprio.Eu amei você com todas as forças que eu podia amar alguém, eu gritei, eu surtei, eu exagerei , eu até implorei, talvez me humilhei, e logo no momento em que você me procura, eu simplesmente fiz questão de não querer saber.Posso me arrepender, posso remoer, mas o que importa agora é que eu to bem, to com a alma leve e com a certeza que eu sempre tive: você me amou sim, da sua forma, na sua intensidade, mas me amou...Me desculpa, se minha resposta não foi a imaginada, me desculpa se estamos em momentos diferentes, me desculpa se hoje eu não consigo te amar...Talvez , agora, eu não consiga amar ninguém...o excesso de amor por mim não deixa resto pra outro alguém, e como eu sei que em se tratar de amor não existe resto, eu prefiro que você permaneça longe. Um dia vamos nos reencontrar, talvez num momento em que eu tiver menos decepcionada, desacreditada e menos cheia de amor pra dar pra mim mesma...Mas enquanto isso não acontecer, me deixe na minha auto-suficiência...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

do seu jeito, do seu cheiro e do seu signo


Gosto do seu jeito, do seu cheiro, do seu signo e principalmente das suas palavras.Sempre Gosto quando você me toca, me aperta e me provoca.Gosto das suas lições e das suas complicações.Gosto do modo como você dança, como você me abraça e como você me trata.Gosto dos seus elogios, da sua preocupação e de sentir que você me deseja.Gosto de dançar com você, gosto de te encostar, e de quase te beijar.Gosto quando você quase me beija e quando você sabe me pegar.Gosto dessa sua excentricidade de viver, desse jeito louco de entender e dessa inconstância afrodisíaca.Gosto de conversar com você, de saber que você ta por perto e de saber que uma hora nós vamos nos ter.Só não gosto de ficar um pouco boba perto de você, de ficar sem palavras, sem atitude...Também não gosto do fato de que as coisas são muito complicadas pra gente, porque somos ambos muito complicados.Mas isso deixa tudo tão mais desafiante.Tão mais gostoso.Sempre vamos nos reencontrar de uma forma ou outra e quando for o momento vamos nos encontrar, porque vai ser o primeiro encontro do qual ainda não tivemos.Você me quer, de uma forma ou outra e assumir isso me deixou um pouco mais segura ,com mais vontade e bem mais disposta.Só não tenha pressa, eu gosto de ir com calma, e depois disso , gosto de me
entregar ...

Bárbara Cristina

domingo, 7 de novembro de 2010

Transitoriedade inata


Ontem encontrei uma amiga e começamos a conversar sobre o permamente e o transitório.Depois, me deparo com um texto incrível da Martha Medeiros, que tem como título : O Permanente e o Provisório.É incrível como tudo na vida da gente é provisório.Não adianta, você pode ter um relacionamento de anos com alguém, pode acreditar em felizes para sempre, mas mesmo que não termine é provisório.É provisório, porque o primeiro ano é completamente diferente do proximo e assim por diante.Tem casos que são mais ou menos assim : você conhece, você gosta, você se apaixona, você desencanta, você enjoa, você esquece, você senti saudades, você "re-gosta", você "re-apaixona", você re-enjoa, você jura que foi a última vez, não foi, e assim por diante.É provisório.Em outra situação, você aprende a amar, é, você ama, você começa, você termina e continua amando, acha que nao vai passar, de repente aparece outro alguém, que você ama mais ou então só se trata de um amor diferente.E de repente, um término de novo e o anterior revira seu objeto a ser amado, mas e as saudades do que você amou mais?Aprendeu a matar com que você está amando agora.Tá vendo, é provisório.Você namora, você noiva, você casa, você promete "até que a morte nos separe".Você separa, e a morte tá longe de ser a causadora disso, porque você tá mais viva do que nunca.Ou então, você não separa, vive o aparentemente "permanente", mas é provisório.O seu primeiro ano de casados é completamente diferente do 10 e mais ainda do 20 e quase que irreconhecível perto das botas de prata.Existe uma mudança interna, um movimento, um provisório que se instala dentro de você logo quando você nasceu.Esse provisório nao aceita que você seja a mesma durante a sua vida e quando você insiste em ser a mesma há uma crise para que você mude, querendo ou não.Há fases, há ciclos que obrigam você a ser tornar alguém diferente de você mesma.Respeite isso.Respeite essa transitoriedade inata e mude, mas mude devagar, até porque a direção é mais importante do que a velocidade...

Bárbara Cristina