quarta-feira, 13 de julho de 2011

Qual o problema de termos um sentimento sem nome?



Lendo e ouvindo discursos de Viviane Mose, me deparo com uma frase totalmente contextualizada que ela diz : Qual o problema de termos um sentimento sem nome?
E após seu discurso e sua frase, eu digo, nesse momento, estou com um sentimento sem nome.23 letras não dão conta de tudo que se passa aqui, agora.Talvez, porque, minha necessidade de nomear tudo tem se perdido com o tempo, e por um instante sequer, eu vi que isso não é ruim,nenhum pouco ruim.
Por que, insistem em querer achar significado, rótulos e denominações pra tudo?Pra sentimentos, pra afetos, pra relações, pra vida...Tem que ter um Nome. Em conversas de buteco eu me delicio ao observar o cotidiano tão complexo da vida.Em uma delas, surge a pergunta pra um casal que estão juntos: "Vocês estão o quê, namorando, ficando?"E o casal responde, quase em coral: "A gente não pensou nisso..."Todos que estavam ao redor tiveram a mesma reação de: eles são loucos, ou o quê, tão juntos a tanto tempo, se dão bem e nao pensaram nisso.A reação é visivel, notavel.E vem toda uma explicação desnecessaria pra minha reflexão,mas necessaria pra ocasiao.Um deles diz: "Sinceramente, a gente não preocupou muito com o nome do que tá acontecendo nao, tá bom como tá, e nem sequer o q eu sinto, eu já tenho um nome.Se é amor, se é tesao,se é paixão ou se é isso tudo junto, que não tem um nome.Sei lá sabe, pra que o nome.?"Poxa, pra que um nome?Pra que uma denominação pra tudo.Pra que controlar, dominar coisas tão... humanas.Quando as pessoas procuram verbos demas,denominações demais,racionalizações demais, elas deixam de sentir, porque sentir, não se contem em nomes, teorias ou por aí vai.Ás vezes eu acho que não saber denominar o que tá acontecendo internamente, angustia, amedronta, e por isso essa necessidade gigantesca de nomear...É amor ou amizade?É namoro ou rolo?É catolico ou evangelico?É heterossexual ou homossexual?É verdade ou mentira?É certou ou errado?A noção de certo e errado me embrulha o estomago.Pra mim limite só é bom, porque depois que você o coloca,é possível quebrá-lo, e talvez por isso um alfabeto contem um limte de letras, um dicionario um limite de palavras, e por ai vai...pra que a própria humanidade que criou, possa quebrar.

Bárbara Cristina

5 comentários:

Ygor disse...

tambem n vejo problema kkk

Ótimo texto!

ISSA disse...

Eu pago pau, sempre! Barbie nasceu pra Verbalizar =)

Me identifiquei muito e refleti junto com vc. Me fez pensar diferente em alguns aspectos da minha vida.

Carolzinha disse...

É exatamente isso! Se é bom, que seja! Eu acho q essa denominação a sentimentos amorosos vem disso, do querer mostrar às pessoas, a necessidade do pronome possessivo 'É MEU, MINHA...' e tb pq como vc disse 'não saber denominar o que tá acontecendo internamente, angustia, amedronta, e por isso essa necessidade gigantesca de nomear' Aquela necessidade de ter certeza do que tá acontecendo... Se ele/ela gosta realmente e o que esperar do outro. Mas cá pra nós, não é bom esse mistério? O desafio? Isso traz a conquista diária e junto aquele amor que floresce a cada dia só pensando em agradar o outro e 'o que será que esse outro está pensando/querendo?'
A noção do certo ou errado acho relativo. A questão do limite... acho que isso que vc achou que eu nao gostaria neh?! Pois é, qto a isso tenho minhas controvérsias rsrs
Mas a base do texto é excelente e viva as emoções, as infinitas e sem denominações emoções!
Que seja bom, eterno ENQUANTO dure' (:
Pra variar, PARABÉNS ^^
;*

Angélica Lada disse...

Realmente faz sentido isso tudo, porque o que realmente o que importa é o que se está sentindo e nao o nome disso, porque adianta ter um nome mas aquilo nao existir, nao sentir ?

Adorei o blog, se puder da uma passada no posdezesseis.blogspot.com.

Rubi disse...

Antes de mais nada, quero agradecer o comentário em meu blog. Quanto ao seu texto, tenho que concordar com o comentário acima; o que importa é o que se sente, não o nome disso.

Apareça quando puder, será um prazer!